Uma chuva gigantesca de água sobre o Sol enfrentaria condições extremas: a energia solar evaporaria e dissociaria a água em frações de segundo, criando plasma e liberando radiação. Mais do que “apagar” o Sol, esse evento seria um lampejo efêmero no ambiente solar, enquanto a física de altas temperaturas dominaria tudo.
O que aconteceria, em termos físicos?
Trilhões de litros de água soam como um volume imenso na escala da Terra, mas no Sol a situação muda completamente. O Sol é uma fornalha de plasma com temperaturas na ordem de milhões de graus no interior e dezenas de milhares de graus na superfície visível (fotosfera). Qualquer gota, por maior que seja, chegaria a um ambiente onde a água não teria tempo de “coexistir” no estado líquido.
Ao tocar a atmosfera solar, a água começaria a aquecer instantaneamente. Em temperaturas extremas, a evaporação ocorre muito rapidamente, e o vapor é, em seguida, quebrado quimicamente (dissociação) e ionizado (transformado em plasma). Em vez de uma chuva clássica, o resultado seria uma nuvem breve de partículas energizadas e radiação.
Adicionar Comentário
Faça login para adicionar ou editar seu comentário
LoginComentários
Nenhum comentário adicionado ainda!